Nos últimos tempos algumas tecnologias tiveram um grande destaque e duas merecem muita atenção: a internet das coisas e a inteligência artificial. O rótulo de destaque é pelo fato das duas tecnologias terem capacidade de operarem de forma isolada e também poderem operar de forma combinada, garantindo, desta forma, uma maior otimização dos processos onde são utilizadas (LARA, 2021).A primeira é a inteligência artificial (IA), é uma área da tecnologia que foca seus estudos em encontrar formas de tornar os computadores parecidos com os seres humanos, tornando-os autônomos e com capacidade de tomar decisões relevantes diante de algumas situações desconhecidas.Se imaginarmos um robô se movimentando, por exemplo, a IA estuda como melhorar a capacidade deste robô de se mover e perceber os objetos ao seu redor, sem a necessidade de interferência humana. Esse campo de estudo está associado à ciência de dados, utilizando uma grande base de dados, como fonte de conhecimento, conhecido como Big Data. Sistemas de IA são utilizados para analisar grandes volumes de dados e automatizar processos, proporcionando maior produtividade e agilidade nas operações e consequentemente reduzindo os erros operacionais (ITeam, 2019).Ambas as tecnologias são fáceis de implementar: por exemplo, aplicações de IoT podem ser implantadas de forma rápida, permitindo obter grandes resultados em curto espaço de tempo; da mesma forma, AI IA pode ser configurada de forma simples, para executar algumas funções específicas em softwares já existentes.Por isso, também se complementam: os dados gerados pelas tecnologias de IoT poder ser utilizados processados por softwares específicos de IA, proporcionando a otimização do processo de tomada de decisões e irá contribuir com um melhor desempenho destes processos.Por exemplo, em um cenário de monitoramento, os sensores e atuadores em um ambiente de IoT, coletam os dados em tempo real e os mesmos são analisados por software de IA com o objetivo de gerar informações que irão auxiliar no processo de tomada de decisão.A IA e a IoT fazem parte do mundo em que vivemos, desta forma se torna fundamental termos total atenção a essas tecnologias pois irão garantir um diferencial competitivo. Impulsionando os negócios, por exemplo: gerando serviços automatizados e mais rápidos, impactando a vida do consumidor (ITeam, 2019).Tanto a IoT quanto a IA deixaram de ser promessas e passaram a ser uma grande realidade para muitas empresas. Produtos com interfaces tecnológicas, utilizando essas tecnologias, que seriam inimagináveis há tempos atrás, hoje fazem parte do nosso dia a dia. Devido ao crescimento contínuo da IoT, novas necessidades têm surgido com o foco na implantação de uma estrutura de governança que possa garantir um comportamento apropriado para a criação, armazenamento, uso e exclusão de informações que estão relacionadas aos projetos de IoT. A governança abrange os problemas complexos, como exemplos, o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles até os problemas mais simples, como exemplo, auditorias de dispositivos e atualizações de firmware (LACERDA,2015).Com o avanço das tecnologias de IoT o segmento de sensores sofreu um grande impacto. Os primeiros dispositivos de sensoriamento, criados para substituir as antigas chaves de acionamento, nasceram na década de 1950. Com o surgimento dos novos dispositivos de sensoriamento foi possível automatizar o funcionamento de máquinas e equipamentos (FERREIRA, 2018).Desta forma, quando utilizamos um smartwatch para monitorar a frequência cardíaca de uma determinada pessoa, isso só é possível graças ao surgimento dos sensores. O mesmo fato acontece com os termômetros infravermelhos, que nos últimos tempos se popularizaram graças à pandemia de Covid-19. Todos esses aparelhos funcionam por meio de um sensor que tem a capacidade de detectar a radiação infravermelha emitida pelo calor do corpo.Devido ao crescimento do mercado de dispositivos de IoT, a tecnologia dos sensores que convertem informações analógicas em dados digitais tem estabelecido o que alguns chamam de “nova revolução industrial”. A evolução dos sensores tem provocado o desenvolvimento de outras tecnologias, por exemplo, as relacionadas à IoT e IA. Desta forma, pode-se afirmar que o desenvolvimento dos sensores é peça chave de todo o sistema (FERREIRA, 2018).Outro segmento que também se beneficiou com o desenvolvimento dos sensores e consequentemente IoT e IA foram os robôs interativos. Isso se deve às novidades proporcionadas pela IA, que diretamente afeta todos os processos que exigem interação.Assim, a tecnologia tem se preparado para atuar de forma decisiva em todas as tarefas padronizadas, permitindo que os profissionais fiquem livres para a execução de outras atividades que exigem mais criatividade e análise apurada.O desenvolvimento de robôs socialmente interativos podem ajudar pacientes com determinados tipos de deficiência, proporcionando desta forma outros meios de terapia para o autismo ou deficiências motoras graves. Por outro lado, essas máquinas também podem contribuir com as pessoas sem deficiência através da realização de determinadas tarefas. Por exemplo, podemos citar: para as crianças, estes robôs poderiam ser utilizados tutores ou simplesmente como brinquedos interativos, para os adultos, estes robôs poderiam ser utilizados como assistentes pessoais, e para os idosos, os robôs poderiam ser utilizados como companhia ou auxiliares na realização de determinadas atividades diárias (RALVES, 2019).Com relação ao mercado global de tecnologias de IoT, que é formado por software, serviços, conectividade e dispositivos, segundo determinadas previsões deverá atingir a casa US$ 318 bilhões até 2023, com um crescimento anual de aproximadamente 20%. Embora os dispositivos e a conectividade de IoT recebam bastante destaque de fornecedores e operadoras, o foco principal está no software e nos serviços, estes constituem a maior oportunidade do mercado (FREUND, 2016).
Para aprofundar seus conhecimentos acerca dos temas abordados neste módulo, você pode assistir ao vídeo indicado a seguir:“7 INCRÍVEIS ROBÔS INTERATIVOS MAIS AVANÇADOS”, no canal do youtube “Tech em: As coisas”https://www.youtube.com/watch?v=deR_8YFfWjM
FERREIRA, L. G.; FERREIRA, N. C.; FERREIRA, M. E. Sensoriamento remoto da vegetação: evolução e estado-da-arte. Acta Scientiarum. Biological Sciences, v. 30, n. 4, p. 379-390, 2018.FREUND, F. F. et al. Novos negócios baseados em internet das coisas. Revista da FAE, v. 1, p. 7-25, 2016.ITeam: INTERNET DAS COISAS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: ENTENTA A RELAÇÃO ENTRE ELAS. ITeam, 2019. Disponível em: https://it-eam.com/internet-das-coisas-e-inteligencia-artificial-entenda-a-relacao-entre-elas/. Acesso em: 26/08/2021.LACERDA, F.; LIMA-MARQUES, M. Da necessidade de princípios de Arquitetura da Informação para a Internet das Coisas. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 20, p. 158-171, 2015.LARA, J. E. et al. Admirável mundo novo na perspectiva da tríade: Internet das Coisas, pessoas e mercados. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 26, p. 124-150, 2021.RALVES, S. F. et al. ] Anais do XX Congresso Brasileiro de Automática, Belo Horizonte, MG, 2014.