Segundo (ROCHA, 2017), a IoT é considerada o futuro da Internet hoje e sua principal função é, através de conexão via Internet, coletar informações do ambiente, utilizando sensores, para auxiliar desenvolvimento de máquinas, usando hardware e software, capazes de ajudar o ser humano em suas tarefas e necessidade diárias.

A conexão de objetos, com diferentes recursos, a uma rede de internet, maximiza a criação de novas aplicações. Neste sentido, conectar diversos objetos a uma rede de internet dá origem ao que chamamos de internet das coisas. Na IoT esses objetos provêm da comunicação entre usuários e seus diversos dispositivos. Surge desta forma uma nova demanda por aplicações focadas na coleta de dados de saúde de um determinado paciente e monitoramento do comportamento de idosos, sensoriamento de ambientes inóspitos e de difícil acesso, entre outras.

Diante deste cenário, cresce a possibilidade de criação de novas aplicações, e o surgimento de novos desafios a serem superados como, por exemplo, conectar à internet objetos que apresentam diversas restrições de processamento, comunicação, memória e energia.

Segundo (LARA, 2021), em sua pesquisa com o objetivo de identificar os principais desafios técnicos a serem superados pelo Brasil, em relação à utilização das tecnologias de IoT. Identificou-se a necessidade de desenvolvimento com relação a diversas tecnologias. Algumas questões tiveram um grande destaque, por exemplo, as questões de infraestrutura de rede de telecomunicações e o desenvolvimento do wifi foram os principais temas identificados, em seguida o destaque é direcionado para as tecnologias de segurança de dados e informações e da preparação adequada dos profissionais como um fator crítico de sucesso para o desenvolvimento futuro da tecnologia IoT. Também foram destacadas as questões relacionadas às políticas necessárias e um forte apoio dos governos para alcançar um alto nível de desenvolvimento das tecnologias de IoT no país, a questão destaca foi com relação ao custo benefício da tecnologia e a grande dificuldade de se obter matéria prima para aplicação da tecnologia, sabendo que vários dispositivos de sensoriamento são importados.

Com relação à possibilidade da IoT influenciar os profissionais do futuro, avaliam como fator fundamental a evolução da educação para gerar conhecimento tecnológico, através de uma nova forma de ver o ensino, o qual deverá qualificar adequadamente as pessoas para novas demandas impostas pelo mercado. Também foi destacado pela pesquisa as consequências provenientes do processo de automação e os objetos autônomos implementados nas indústrias, várias profissões irão desaparecer, devido ao fato que várias rotinas serão executadas por máquinas e equipamentos, sem a necessidade da presença humana, por outro lado, novas profissões deverão surgir.

Em relação às cidades inteligentes e os benefícios obtidos pela sociedade com a sua implantação, teremos um aumento na qualidade de vida e uma melhor gestão da sustentabilidade, seguido da melhoria da saúde e da segurança pública e privada através do uso das tecnologias de IoT. A principal preocupação com relação ao uso da IoT, identificada na pesquisa, é com a segurança da informação e a privacidade. Novos cenários de tecnologia deverão surgir com os ambientes inteligentes, robótica, IoT e indústria 4.0, proporcionando uma melhora significativa na vida das pessoas devido a evolução desta tecnologia. A competitividade corporativa deve aumentar devido ao uso intenso de equipamentos automatizados e acompanhamento de um movimento gerado pelo crescimento orgânico das sociedades urbanas nos últimos tempos.

Seguindo as tendências de desenvolvimento das tecnologias de IoT, foi desenvolvido recentemente sensores autossuficientes para lidar com o aumento das demandas de Internet das Coisas de baixa intensidade (LLOP LEGANÉS,2020). Desta forma, os dispositivos dispensam a necessidade do uso de baterias ou suprimentos elétricos com fio.

A startup responsável pela criação e fabricação dos dispositivos IoT, que permite que os módulos de sensor possam gerar sua própria energia permitindo desta forma um grande variedade de fontes, por exemplo, solar e vibrações.

A energia usada pelos dispositivos é proveniente de gradiente térmico, através do uso de calor residual gerado, um exemplo correspondente seria a energia solar interna utilizada nas fábricas para a iluminação interna em substituição à eletricidade. Todavia nenhuma das técnicas gera uma grande quantidade de energia, desta forma a tecnologia só poderá ser utilizada em determinados tipos de sensores. Essas tecnologias, energia com gradiente térmico e energia solar interna, são bem conhecidas, mas incorporá-las aos dispositivos que têm requisitos de energia muito baixos é o que permite fornecer sensores IoT com alimentação própria.

O valor real dos sensores IoT que utilizam a alimentação própria, diz a empresa, se deve principalmente à economia operacional. Os custos provenientes da implantação de vários sensores alimentados por bateria, mesmo com longevidade de vários anos de cada vez, tendem a justificar o uso de tais recursos. Além disso, permite a utilização da IoT, em certos casos, muito mais praticáveis do que poderiam ser. Um sensor autossuficiente pode ser um grande benefício para usuários de tecnologia de IoT devido a muitos deles estarem localizados em locais remotos e muitas vezes perigosos.

A IoT vem superando, nos últimos anos, entraves técnicos, organizacionais e regulatórios, se tornando cada vez mais popular, sendo utilizada de formas distintas e para várias finalidades. Com isso, impulsionou o cotidiano das pessoas com um real impacto.

Apesar de todo o avanço existem, ainda, algumas opiniões contraditórias com relação ao valor real que a IoT pode trazer para a economia mundial. De acordo com a consultoria McKinsey, que realizou uma pesquisa com o objetivo de dimensionar o impacto econômico da IoT, concluiu-se um crescimento de aproximadamente US$ 3,9 trilhões a US$ 11,1 trilhões por ano até o ano de 2025.

A McKinsey estima ainda que a IoT terá uma maior influência em economias avançadas, devido ao alto custo desembolsado pelo uso. Porém, nas economias em desenvolvimento seu potencial é imenso, podendo gerar aproximadamente 40% do valor da IoT. Alguns setores se destacam no uso da IoT, como exemplo, as áreas de saúde, podendo alcançar até 2025 uma economia de US$ 1,1 trilhão/ano, através do monitoramento remoto de pacientes que encontram-se com quadros de doenças crônicas. As aplicações e investimentos da IoT serão primordiais e farão, com certeza, a diferença na economia mundial nos próximos anos que estão por vir (RODRIGUES, 2018).

Atividade Extra

Para aprofundar seus conhecimentos acerca dos temas abordados neste módulo, assista ao vídeo a seguir:“Sensores autossuficientes avançam na geração de dados”, disponível no canal do youtube “Engenharia Compartilhada”.

Referência Bibliográfica

LARA, J. E. Admirável mundo novo na perspectiva da tríade: Internet das Coisas, pessoas e mercados. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 26, p. 124-150, 2021.ROCHA, A.; VIEIRA, B.; CAVALCANTE, G. INTERNET OF THINGS, 2017.RODRIGUES, L. IOT-Internet das coisas, o que o futuro nos espera. 2018.LLOP LEGANÉS, S. Internet de las cosas: Domótica: Calibración de sensores térmicos en un cerramiento homogéneo. Tese de Doutorado. Universitat Politècnica de València, 2020.

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