Nesta aula nos aprofundamos dos serviços presentes na camada de aplicação, a sétima camada do Modelo OSI.

As camadas situadas abaixo da camada de aplicação têm a função de oferecer um serviço de transporte confiável, mas na verdade, elas não executam qualquer tarefa para nós usuários.

No entanto, mesmo na camada de aplicação existe a necessidade de protocolos de suporte, a fim de permitir que as aplicações funcionem. Aqui estarão apresentados três de muitos outros protocolos de serviços que operam na camada de aplicação.

O P2P, ou peer-to-peer ou simplesmente ponto-a-ponto, é uma arquitetura de redes de computadores onde cada um dos nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central.

Uma rede peer-to-peer é mais conveniente para o armazenamento de objetos imutáveis, que não serão alterados facilmente.

Os sistemas peer-to-peer se baseiam na distribuição horizontal. Isso significa que as funções necessárias devem estar em todos os processos que constituem o sistema distribuído. Como consequência, a maior parte da interação entre os processos é simétrica: cada processo atua como um “cliente” e um “servidor” ao mesmo tempo.

A maioria dos sistemas peer-to-peer são constituídos de computadores hospedeiros que são livres para se juntar ou sair do sistema a qualquer hora, os segmentos de rede utilizados não são gerenciados por alguma autoridade e nem possuem garantias de qualidade de serviço.

Falando agora de outro protocolo, do ponto de vista dos usuários, a Web é uma vasta coleção mundial de documentos, geralmente chamados páginas da Web, ou apenas páginas.

Cada página pode conter links para outras páginas em qualquer lugar do mundo. Os usuários podem seguir um link (por exemplo, dando um clique sobre ele), que os levará até a página indicada. Esse processo pode ser repetido indefinidamente.

Quando um navegador deseja uma página da Web, ele envia o nome da página desejada ao servidor, utilizando o HTTP.

Os URLs têm três partes: o protocolo (também chamado esquema), o nome DNS da máquina em que a página está e um nome local que indica a página específica (normalmente, um nome de arquivo na máquina onde ele reside). Por exemplo, o Web site www.descomplica.com.b/camada7/url.html

Esse URL por exemplo está dividido em três partes: o protocolo (http), o nome DNS do host (www.descomplica.com.br) e o nome do arquivo (camada7/url.html), com certos sinais de pontuação separando os fragmentos. O nome do arquivo é um caminho relativo ao diretório da Web padrão em www.descomplica.com.br.

O FTP foi outro protocolo que analisamos. É um protocolo utilizado para transferência de dados da camada de aplicação, através de uma interface que o usuário se identifica, envia e recebe arquivos para um servidor FTP.

Como o protocolo HTTP o FTP utiliza conexão TCP para se conectar com o servidor, mas com uma diferença importante, o FTP utiliza duas conexões TCPs paralelas para transmitir um arquivo, uma conexão de controle e uma conexão de dados: A conexão de controle, que é utilizada para trocar informações como as de usuário e senha, mudança de diretórios, inserir e apagar arquivos e a conexão de dados, que serve para enviar os arquivos solicitado pelo cliente.

Ao iniciar uma sessão TFP o cliente inicia primeiramente uma conexão de controle com o servidor na porta 21, por onde envia informações de usuário e senha e comandos para mudar diretório.

Com a verificação positiva do usuário o servidor mantem a conexão de controle aberta e aguarda as solicitações, quando o cliente solicita um arquivo o servidor abre uma conexão de dados com o cliente através da porta 20 que fechada logo após o envio do mesmo.

Se durante a sessão o cliente solicitar outro arquivo o FTP abrirá outra conexão TCP, ou seja, o FTP manterá uma conexão não persistente na conexão de dados e uma conexão persistente na conexão de controle.

Durante uma sessão FTP o servidor mantem informações de estado do cliente, monitorando seu tráfego na árvore de diretório e associa cada sessão TCP a um cliente especifico, por este motive é considerado um protocolo de estado, diferente do protocolo HTTP que não monitora o cliente e por isso é considerado um protocolo sem estado.

Atividade Extra

Documentário: A Verdadeira História da Internet (2018) Produzido pelo canal Discovery Science.