A moeda apareceu na história da humanidade praticamente junto com a formação das primeiras civilizações. Achados arqueológicos indicam que já os sumérios, tida como a primeira civilização humana, já utilizava a moeda com o objetivo de facilitar as trocas de mercadorias.
A partir do momento em que a humanidade domina as técnicas de agricultura, formam-se também alguns excedentes. Uma família que produzia uma quantidade a mais de um alimento queria trocá-lo por outros alimentos, e assim, ao encontrar alguém que tinha produzido o alimento desejado em excesso, realizava-se a troca. Esse processo, conhecido como escambo, ampliou-se e, em um determinado momento, a troca direta de mercadorias já não era satisfatória e começou a definir que algumas mercadorias seriam utilizadas para expressar o valor das demais. E, com o passar dos anos, adotou-se o ouro como uma mercadoria comum para realizar transações comerciais.
Muitos autores apontam que o capitalismo só se desenvolveu e tornou-se hegemônico no mundo em razão da moeda facilitar intensamente a troca de mercadorias.
1. Conceito e funções da moeda
A moeda é um ativo, ou seja, algo que tem ou que expressa um valor econômico. Assim como as ações, as mercadorias e títulos públicos expressam um valor, a moeda também o faz. Mas, a moeda tem uma vantagem sobre as outras porque ela tem liquidez absoluta, o que significa que é a forma mais simples de riqueza, capaz de ser trocada por qualquer mercadoria.
Conceito
Se você for a um supermercado e fizer uma compra, o pagamento deverá ser em moeda nacional. Caso você ofereça ações ou títulos públicos, provavelmente, seu pagamento será recusado. Já a moeda é a garantia de poder fazer a troca desejada.
Conceitos de moeda
Assim já pode-se visualizar a primeira função da moeda em uma economia: ela é um meio de troca. A moeda possibilita a troca imediata por uma mercadoria, o que dinamiza a economia pela facilidade com que se pode fazer transações. Também é daí que se deriva a segunda função da moeda: ela é medida de valor. As mercadorias produzidas em uma sociedade tem seus valores determinados em moeda, assim, cada agente econômico sabe exatamente quanto vai ter que pagar pelo produto e qual a proporção disso em relação a seus rendimentos. Dessa maneira, a moeda facilita a definição de preços em uma economia.
A terceira função é a de reserva de valor. Caso você não gaste a quantidade de moeda que possui, é possível armazená-la para manter seu valor. As pessoas podem guardar moeda para se precaver contra algum imprevisto no futuro ou para consumo ou investimento futuro.
Funções da Moeda

2. Criação de moeda
No senso comum, moeda é simplesmente a moeda metálica ou o papel-moeda que circula na economia. Esse é um conceito de moeda que na economia é chamado de M1 que inclui a moeda em circulação e os depósitos à vista[1]. Mas, o conceito de moeda vai além disso. A moeda que tem liquidez absoluta, essa de metal ou papel-moeda e que dá origem aos depósitos à vista, é emitida pelo governo, por meio de suas autoridades monetárias (BLANCHARD, 2007).
Criação de Moeda
No entanto, não é só a autoridade monetária que pode emitir moeda. Os bancos também fazem isso ao tomar dinheiro dos depósitos a prazo[2] e emprestá-lo a outros agentes econômicos que, após um certo tempo, irão devolver os recursos ao banco acrescido de juros. Assim, um banco comercial também é capaz de emitir moeda. A autoridade monetária pode regular essa criação de moeda, para controlar a quantidade de moeda em circulação e para evitar o risco de quebra do sistema bancário, por meio dos depósitos compulsórios que são porcentagens dos depósitos a prazo que os bancos devem manter em seus caixas de acordo com as expectativas de pedidos de resgate de aplicações financeiras por parte dos clientes.
Criação de moeda bancária
3. Ativos, liquidez e juros