A macroeconomia dedica-se ao estudo dos agregados econômicos e, por isso, fornece importantes informações aos agentes econômicos sobre as condições atuais e sobre as tendências que a atividade econômica pode adotar. Os agregados macroeconômicos não são simples somatórios dos resultados individuais, uma vez que as interações entre os agentes econômicos deve ser considerada.

Neste módulo veremos os principais agregados econômicos, seus significados, relações e suas formas de cálculo.

1. Produto Interno Bruto

O Produto Interno Bruto – PIB, é a somatória de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de um território durante um determinado período de tempo. É importante frisar que são contabilizados somente os bens e serviços finais, ou seja, aqueles destinados ao consumo das famílias. Isso porque, parte-se do conceito de valor agregado, ou seja, admite-se que toda uma cadeia produtiva transmite seu valor até o produto final.

Para ilustrar isso, imagine a linha de produção de roupas. Tudo começa com a produção de algodão. Essa produção é vendida por um valor para uma empresa de fiação. Os fios são vendidos para uma empresa de tecelagem por um valor maior do que o algodão foi adquirido, ou seja, agregou-se valor. Em seguida, o tecido produzido é vendido para uma empresa de confecções que faz a roupa e a vende para o consumidor final usá-la. Perceba que o valor do algodão, do fio e do tecido está presente no valor da roupa. Por esse motivo, contabiliza-se no PIB somente os bens e serviços finais.

Há outros indicadores para o produto de um país. Destaca-se o Produto Nacional Bruto – PNB, em que são contabilizados todos os produtos finais produzidos em um país, adicionado do fluxo de renda do exterior que é o resultado das entradas e saídas de rendimentos transacionados com esse território. Assim, no PNB contabiliza-se, por exemplo, o lucro das empresas multinacionais que são enviados para suas matrizes. No entanto, o PNB é utilizado mais frequentemente em países capitalistas mais avançados, onde esse fluxo de renda do exterior é muito relevante. No caso brasileiro, utiliza-se mais amplamente o conceito de PIB.

O cálculo do PIB de um país é feito por meio de um instrumento de contas nacionais chamado matriz insumo, produto que permite contabilizar a produção de todos os setores, inclusive do setor informal da economia.

2. Demanda agregada

O cálculo da demanda agregada de um país é uma das formas de se calcular o produto – diz-se que é o produto sob a ótica da demanda – e é um poderoso instrumento para a definição de políticas macroeconômicas do governo, por fornecer informações da origem da riqueza produzida e do seu destino, permitindo avaliar os impactos das ações do governo no total da atividade econômica (BLANCHARD,2007).

A demanda agregada (DA) é formada pela soma do consumo das famílias (C), do investimento privado (I), dos gastos do governo (G) e das exportações (X), diminuindo-se desse valor as importações (M) que, afinal, são produtos adquiridos pelo país mas produzido em outro país, fazendo parte então do produto de outro lugar. Assim, podemos expressar a demanda agregada da seguinte forma:

DA = C + I +G + X – M

Perceba que a demanda agregada reúne o resultado dos quatro agentes econômicos: famílias (C), firmas (I), governo (G) e resto do mundo (X – M).

3. Emprego e desemprego

O desemprego consiste na parte da população que não está trabalhando de maneira remunerada e que está buscando emprego. É importante frisar que a parte da população que não está trabalhando remuneradamente e que não procura emprego não é considerada desempregada e sim economicamente inativa.

Para entender como a taxa de desemprego de um país ou de um território é calculada, faz-se necessário deixar claros alguns conceitos da demografia.

A taxa de desemprego, também chamada de taxa de desocupação, é a razão percentual entre a População Desocupada e a PEA (População Economicamente Ativa).

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É importante frisar que pela metodologia adotada no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, que é compatível com a metodologia da Organização Internacional do Trabalho – OIT, considera-se trabalho remunerado qualquer ocupação que tenha gerado renda para o trabalhador, independente se isso ocorre no mercado formal ou informal.

4. Inflação

A inflação é um aumento generalizado de preços em uma economia. Não se trata simplesmente de um aumento em um ou outro produto específico e, sim, um aumento em vários produtos, indicando uma desestabilização dos preços e pode indicar problemas na produção, na emissão de moeda pelo governo, entre outros fatores.