A Internet Wi-Fi virou um dos itens de maior destaque e uso na vida cotidiana.
Com pouco mais de 20 anos, o principal padrão para conexões sem fio foi desenvolvido pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE - Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), e desde sua criação, evoluiu em performance e estabilidade, depois de diversos anos de constante aprimoramento de seus recursos.
Se hoje as redes Wi-Fi estão em praticamente todos os lugares, a tecnologia que foi desenvolvida no final dos anos 90 demorou bastante para chegar ao mercado e se popularizar aqui no Brasil.
Também conhecida como IEEE 802.11, o padrão de Wi-Fi se tornou rapidamente uma alternativa mais confortável de se conectar à rede, pois permitiu a conexão sem fios de diversos dispositivos a uma mesma rede.
O início do desenvolvimento do Wi-Fi se deu em 1989, quando o FCC (Federal Communications Commission), que é o órgão norte-americano similar à Anatel, autorizou a utilização de três faixas de frequência no desenvolvimento do padrão.
Em 1990 o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) criou um comitê que definirá o padrão para conectividade sem fios.
Após anos de desenvolvimento, os pesquisadores aprovaram o padrão 802.11, que no início dos testes, em 1997, atingia taxas de transmissão de no máximo 1 Mbps.
Em 1999, os padrões IEEE 802.11a e IEEE 802.11b, que passaram a utilizar as frequências de 2,4 e 5 GHz, foram capazes de atuar com velocidades de transmissão de 11 Mbps no padrão 802.11b e 54 Mbps para 802.11a.
Ainda em 2000 começaram a aparecer os primeiros espaços públicos que disponibilizam conexão sem fio para os usuários.
Depois que uma grande rede norte-americana instalou pontos de acesso em seus restaurantes, o padrão começou a se popularizar definitivamente, não só em pontos comerciais, mas também em locais públicos como bibliotecas e instituições de ensino.
Além disso, o advento dos smartphones fez com que a conexão sem fio fosse se tornando cada vez mais presente nas casas dos usuários.
Assim como no resto do mundo, o Wi-Fi se tornou mais popular no Brasil com a chegada dos smartphones.
O Wi-Fi se popularizou no Brasil por volta de 10 anos depois de sua criação, no ano de 2008, quando equipamentos com sistema Android começaram a se popularizar no país.
A partir daí, o usuário optou pelo uso de dispositivos móveis que possuíam a tecnologia.
A internet móvel não era capaz de oferecer qualidade para que os usuários pudessem explorar seus novos telefones e isso impulsionou o público a procurar por roteadores para poder compartilhar sua conexão de casa.
Com a conexão banda larga, os roteadores se tornaram um item indispensável para que o usuário pudesse se conectar ao Wi-Fi e usar Internet com muita velocidade.
À medida que as operadoras de telefonia começaram a disponibilizar modems com Wi-Fi em regime de comodato, o público brasileiro passou a ter ainda mais acesso a conexão sem fios.
A expressão Wi-Fi surgiu como uma alusão à expressão High Fidelity (Hi-Fi), utilizada pela indústria fonográfica na década de 50.
Assim, o termo Wi-Fi nada mais é do que a contração das palavras Wireless Fidelity, algo que se traduzido não representa muito bem a tecnologia em questão.
A Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que foi o consórcio criado para definir os parâmetros que garantem a acessibilidade aos dispositivos de diferentes fabricantes, lançou o selo de Wireless Fidelity (Wi-Fi), que era utilizado para definir a compatibilidade de equipamentos com a rede sem fio.