Nesta aula tratamos quatro conceitos de virtualização de rede, as redes móveis, redes de distribuição de conteúdo, SD-WANs e VPNs.
As redes móveis consistem basicamente na autorização pela agência reguladora, a ANATEL, de operadoras de pequeno porte que utilizarem a rede das grandes operadoras, para exercerem atividades comerciais relacionadas a comunicações, sem possuir uma frequência de operação própria.
Em 2009, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) solicitou a proposta de regulamentação das atividades de uma provedora como operadora móvel virtual e diversas empresas, muitas não pertencentes ao setor das telecomunicações, ficaram interessadas em entrar nesse novo mercado.
Em 2010 e por meio da Resolução nº 550, a Anatel autorizou os operadores móveis virtuais a operarem no país, trilhando assim um novo caminho para grandes e pequenas operadoras de telefonia móvel.
O segundo ponto tratado foram as redes de distribuição de conteúdo, representadas pela sigla CDN.
CDN é abreviação de Content Delivery Network (ou Rede de Distribuição de Conteúdo).
Basicamente é uma rede de servidores que armazenam o conteúdo de outros sites na memória e depois entrega aos usuários, baseando-se na localização geográfica, para conectá-lo ao servidor mais próximo e mais rápido e atuam de forma que, quando as requisições chegam, através de algoritmos especiais de roteamento, definem qual base de dados replicará para aquela informação.
Os nós CDN são geralmente distribuídos em diversos locais, frequentemente utilizando vários backbones.
Os benefícios incluídos em utilizar CDNs são a redução dos custos de transferência de dados, melhorando o tempo de carregamento de páginas, ou aumentando a disponibilidade do conteúdo ao redor do mundo.
O número de servidores e nodos que compõem uma CDN pode variar, dependendo da arquitetura, alguns alcançando milhares de nodos com dezenas de milhares de servidores em muitos Point of Presence (“pontos de presença” ou somente PoPs).
A maioria dos provedores CDN irão prover os seus serviços sob uma quantidade, definida, de PoPs, dependendo da área desejada, tal como o Brasil, o Mundo todo, a região da Ásia-Pacifico, etc. Esses conjuntos de PoPs podem ser chamados de “nodos de borda” ou “redes de borda”, pois seriam a borda mais próxima ao usuário final da CDN.
Partindo para o próximo tópico, nos aprofundamos no conceito de redes SD-WAN.
Uma rede SD-WAN fornecida por nuvem pode resolver esses desafios, permitindo que as empresas aproveitem a banda larga de baixo custo sem prejudicar a qualidade do serviço.
A SD-WAN usa software e tecnologias baseadas em nuvem para simplificar a entrega de serviços de WAN para filiais.
A virtualização baseada em software permite a abstração de rede que resulta na implementação de operações de rede.
O SD-WAN permite que os gerentes de TI e de negócios implantem a conectividade baseada na Internet (com seus benefícios de onipresença, alta largura de banda e baixo custo) com facilidade, rapidez e qualidade, confiabilidade e segurança.
O último tópico trata de VPNs, VPN é uma sigla, em inglês, para “Rede Virtual Privada” e que, como o nome diz, funciona criando uma rede de comunicações entre computadores e outros dispositivos que têm acesso restrito a quem tem as credenciais necessárias.
Em outras palavras, você pode compreender a VPN como uma forma de criar pontes de ligação entre diferentes dispositivos via Internet, mantendo os dados de comunicação trocados entre eles codificados e mais seguros, já que sua interceptação se torna mais difícil.
É a maneira mais fácil e eficaz para as pessoas protegerem seu tráfego na Internet e esconderem suas identidades online.
Ao se conectar a um servidor VPN seguro, seu tráfego de Internet passa por um túnel criptografado que ninguém pode ver, incluindo hackers, governos e seu provedor de serviços de Internet.