Embora o termo redes de computadores seja autoexplicativo, existem muitos que não são capazes de abstrair o porquê do uso deste termo para definir a conexão de dois ou mais computadores e recursos. A maioria das pessoas compreende de forma básica o que é a internet, mas não fazem a conexão com as redes de computador, não diretamente.
O próprio desenvolvimento da internet começou com a criação das primeiras redes de computadores e teve como objetivo permitir que conjuntos de computadores distantes fisicamente pudessem se conectar e compartilhar recursos, algo que as redes carregam como conceito até hoje. Desta forma, uma definição mais científica de redes de computadores nos diz que se trata de:
[…] um conjunto de recursos que, corretamente interligados e configurados, permitem a efetiva troca de informações entre computadores distintos, ou equipamentos correlatos, que estejam fisicamente próximos ou muito distantes entre si; além de permitir o compartilhamento de alguns recursos. (BAY; BLUNING, 2016, p.23).
Para que uma rede seja formalmente constituída, basta que dois computadores sejam conectados entre si, e que dentre eles exista alguma forma de comunicação. Mas com os anos e a evolução da computação, as redes passaram a ser oferecidas em formatos diferentes, permitindo que grupos de computadores possam se conectar a outros computadores ou grupos, mesmo que distantes geograficamente, através do uso dos protocolos de rede e das telecomunicações.
Basicamente, a internet é uma heterogenia de redes locais e distantes (WAN) e apresentam dois aspectos centrais, as redes de telecomunicações, como as redes das operadoras de telefonia, e as redes computacionais, como as redes locais LAN. De forma geral as redes de computadores podem ser definidas em redes públicas e redes privadas e este conceito se aplica no contexto da computação em nuvem, portanto, se mistura muito com os conceitos de nuvem pública e nuvem privada.
A melhor forma de se compreender o que é uma rede pública está em refletir sobre o que é a internet, seu melhor exemplo. Desta forma podemos compreender que uma rede pública é aquela que apresenta conexão livre e simplificada e onde uma quantidade maior de usuários vai competir por seus recursos. De acordo com COMER,
A rede pública funciona como um serviço que é disponibilizado para seus assinantes. Qualquer indivíduo ou instituição que pague a taxa de assinatura pode usar a rede. A companhia que fornece serviço de comunicação é conhecida como um provedor de serviço. O conceito de um provedor de serviço é muito abrangente e vai além dos provedores de serviços de internet (ISPs, Internet Service Providers). Uma rede pública é de propriedade de um provedor de serviço e fornece serviço para qualquer indivíduo ou organização que pague a taxa de assinatura. (COMER. 2016, p.08)
O termo público significa que este tipo de rede é ofertado de forma ampla, podendo ser contratado por qualquer pessoa ou empresa que demande seus serviços. Mas vale ressaltar que tal termo não representa o compartilhamento de arquivos e dados privados, que até mesmo neste modelo de rede ficam devidamente protegidos. Desta forma podemos compreender que as redes públicas são aquelas oferecidas para o público em geral.
Já as redes privadas são controladas por grupos específicos e não são oferecidas amplamente. Tais redes geralmente são implementadas em empresas para que seja criada uma rede com maior segurança e sem a competitividade por recursos.
Em redes privadas o acesso é controlado de forma mais intensa, com o uso de autenticação de usuário e até mesmo criptografia. Para empresas que usam a computação em nuvem, redes privadas podem ser criadas virtualmente, o que denominamos VPN ou Virtual Private Networks.
Portanto, pensar em recursos e, ao mesmo tempo, na diferença entre as redes públicas e privadas, deve levar o desenvolvedor ou empresa a considerar alguns fatores, como a necessidade de segurança dos arquivos que vão transitar nesta rede e se as aplicações que vai abrigar são destinadas a grupos fechados ou a qualquer usuário que tenha acesso.
A globalização é um conceito muito mais ligado ao aspecto econômico da atividade humana, mas auxilia a compreender melhor as redes globais. Com a globalização passamos a consumir produtos e serviços de outros países, algo que não seria possível a décadas atrás.
Agora no caso da computação, a globalização, ou melhor, as redes globais significam a possibilidade de um computador se conectar a outro, mesmo que milhares de quilômetros os separem. Assim, podemos compreender que a internet é a rede global de computadores. É inegável o importante papel da internet no mundo dos negócios e na vida humana, principalmente nas últimas décadas, e Macedo et al. (2018, p. 136), complementa afirmando que:
Cada vez mais, dado o avanço na tecnologia dos componentes que compõem a Internet, estes são orientados pelas necessidades de novas aplicações. Desta forma, entendemos que a Internet é uma infraestrutura que permite que novas aplicações possam ser inventadas e disponibilizadas na grande rede, para que sistemas finais possam dela se utilizar em sua totalidade. (MACEDO, et al. 2018, p.136).
Desta forma a internet é a mais conhecida rede global, responsável por conectar milhões de computadores e também outras redes, servidores e até mesmo dispositivos de internet das coisas e é composta por bilhões de dispositivos como:
[…] servidores, roteadores, computadores, smartphones, tablets, entre outros, interligados por diferentes estruturas de comunicação como satélites, cabos ópticos, etc. Dentro desta infraestrutura temos vários serviços que funcionam como telefonia (VoIP), correio eletrônico (e-mail), transferência de arquivos (FTP), resolução de nomes de domínio (DNS), entre outros tantos que aqui poderiam ser citados, além claro da World Wide Web (www). (MACEDO ET AL. 2018. p.136).
Portanto a internet é a mais popular rede global de computadores onde podemos nos conectar para consumir serviços, entretenimento, conhecimento e comprar produtos, onde desenvolvedores criam e publicam suas aplicações para bilhões de usuários.