Uma das principais plataformas de desenvolvimento de projetos de IoT é o Arduíno. Esta plataforma é composta por dois componentes: o primeiro é a placa, um hardware, utilizado para construir os projetos e o segundo a uma IDE Arduíno, que é um software, utilizado para o desenvolvedor programar o que deseja que a placa execute. Fazendo uma comparação, a placa Arduíno funciona de forma similar a um Lego onde o desenvolvedor cria o seu protótipo através da movimentação das peças. Um pequeno processador de computador é o principal componente da placa Arduíno. Este pequeno processador é montado em uma placa composta de vários outros componentes com as funções de controlar sua entrada e saída (SILVA, 2017).
A programação realizada pelo desenvolvedor tem por objetivo dizer para o controlador quais decisões precisam ser tomadas em cada circunstância. Para isso, é necessário que o desenvolvedor escreva um código que siga uma sequência lógica de tomada de decisões, este código precisa levar em consideração as variáveis que serão lidas e ou controladas, e assim, programar essas placas, ou seja, ensiná-las, por meio de código, a executar as funcionalidades que o mesmo deseja por meio de uma IDE, que é um ambiente integrado de desenvolvimento, que por sua vez, é um software onde o desenvolvedor poderá escrever código em uma linguagem semelhante a C/C++, este por sua vez, será traduzido após o processo de compilação em um código que passa a ser compreensível pela placa (PIRES, 2015).
Todos os arquivos do projeto Arduíno estão disponíveis de forma gratuita na internet, tornando o seu hardware e software uma licença open-souce, desta forma, qualquer pessoa pode criar e desenvolver sua própria placa e linguagem de Arduíno e vender sem ter a necessidade de pagar royalties, desde que não utilize a lago oficial do Arduíno. Devido a essas características, diversos projetos têm surgido por todo o mundo.
A iniciação dos desenvolvedores em projetos Arduíno normalmente é realizada através da automação residencial com Arduino, utilizando aplicativos é possível gerenciar a casa como um todo, por exemplo: permitindo abrir e fechar janelas e cortinas que foram previamente motorizadas com dispositivos conectados à internet, ligar e desligar televisores em horários que os usuários previamente definiram, controlar o acionamento de ventiladores, e diversos objetos utilizando no dia a dia nas casas, tudo feito diretamente do celular, tablet ou computador. Praticamente qualquer objeto de casa que possa ser conectado à internet pode ser controlado como um disposto de IoT (LUCIANA, 2020).
Todas essas funcionalidades obtidas por meio da IoT fizeram com que o número de sensores implementados ao redor do mundo tivesse um crescimento muito rápido. Estes sensores captam o estado dos objetos em seus locais e geram enormes quantidades de dados. Esses dados coletados, modelados e distribuídos desempenham papel fundamental para o avanço da tecnologia por meio da criação de inúmeras aplicações.
Todas essas aplicações são construídas em plataformas. Uma plataforma é formada por diversos módulos de hardware que são agrupados e um ambiente de desenvolvimento que é o software. A dupla - hardware e software – forma um mini computador que fica acoplado em uma única placa, esta por sua vez torna-se extremamente acessível, devido ao seu baixo custo de aquisição. Para o ambiente de IoT, a plataforma representa um artefato de software localizado entre a camada de aplicação e a infraestrutura de comunicação, processamento e sensoriamento, fornecendo acesso aos dados e aos serviços providos pelos objetos inteligentes através de interfaces de alto nível, além de oferecer o reuso de serviços considerados genéricos, que podem ser compostos e configurados para facilitar o desenvolvimento de aplicações de forma mais eficiente para o ambiente de IoT (LUCIANA, 2020).
Existem diversas plataformas disponíveis para IoT para o desenvolvimento de IoT. A plataforma Xively27 usa serviços de nuvem para gerenciar dados obtidos pelos dispositivos. A EcoDiF é uma plataforma que tenta solucionar alguns dos principais desafios para a materialização do paradigma de IoT. A Carriots28 também é uma plataforma para IoT que utiliza serviços de nuvem para gerenciar dados providos por dispositivos, além de conectar dispositivos a dispositivos e a outros sistemas. Baseada em arquitetura orientada a serviços para IoT é uma das principais características da plataforma LinkSmart, além de possibilitar o desenvolvimento de aplicações para dispositivos físicos heterogêneos que funcionam com recursos limitados em termos de capacidade computacional, energia e memória. Usando um modelo baseado em infraestrutura de nuvem a plataforma OpenIoT tem por objetivo ser uma camada de suporte para aplicações em IoT. A WoT Enabler é uma plataforma baseada em REST com a finalidade de possibilitar a integração de sensores e principalmente o compartilhamento de seus dados (LUCIANA, 2020).
Atividade Extra
Leia o artigo da Cisco sobre a criação de um protótipo de uma aplicativo IA: https://flowpress-staging.s3.sa-east-1.amazonaws.com/wp-content/uploads/2023/01/06203431/b7c8fb86eac6-atividade-extra-tema-8.pdf
https://flowpress-staging.s3.sa-east-1.amazonaws.com/wp-content/uploads/2023/01/06203431/b7c8fb86eac6-atividade-extra-tema-8.pdf
Referência Bibliográfica
SILVA, J. P. EcoCIT: uma plataforma escalável para desenvolvimento de aplicações de IoT. 2017. Dissertação de Mestrado. Brasil.
PIRES, P. F. et al. Plataformas para a internet das coisas. Minicursos SBRC-Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos, 2015.
LUCIANA, L. C. et al. Análise comparativa de plataformas baseadas em Cloud para o desenvolvimento de aplicações IoT. In: Anais Estendidos do XXXVIII Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos. SBC, p. 257-264., 2020.