Nesta aula foram apresentados 4 tipos de tradução e roteamento de dados: NAT, BGP, OSF e MPLS.
O Network Address Translation ou também conhecida pela sigla NAT ou como masquerading, é uma técnica que consiste em reescrever, utilizando-se de uma tabela hash, os endereços IP de origem de um pacote que passam por um router ou firewall de maneira que um computador de uma rede interna tenha acesso ao exterior ou Rede Mundial de Computadores
A maioria dos NATs mapeiam vários hosts privados para um endereço IP exposto publicamente.
Em uma configuração típica, uma rede local usa uma das sub-redes de endereços IP “privados” (RFC 1918).
Um roteador desta rede tem um endereço privado naquele espaço de endereços. O roteador também está conectado à Internet com um endereço “público” atribuído por um provedor de serviços de Internet.
Quando o tráfego passa da rede local para a Internet, o endereço de origem em cada pacote é traduzido em tempo real de um endereço privado para o endereço público. O roteador rastreia dados básicos sobre cada conexão ativa (em particular o endereço de destino e porta).
Quando uma resposta retorna ao roteador, ele usa os dados de rastreamento de conexões que armazenou durante a fase de saída para determinar o endereço privado na rede interna para encaminhar a resposta.
O NAT foi projetado para conservar endereços IP e permitir que as redes usem endereços IP privados em redes internas.
Esses endereços internos privados são convertidos em endereços públicos roteáveis.
O NAT, conforme definido pela RFC 1631, é o processo de troca de um endereço por outro no cabeçalho do pacote IP. Na prática, o NAT é usado para permitir que hosts com endereços privados acessem a Internet.
As traduções NAT podem ocorrer dinamicamente ou estaticamente.
O recurso mais poderoso dos roteadores NAT é sua capacidade de usar tradução de endereço de porta (PAT – Port Address Translation), que permite que vários endereços internos sejam mapeados para o mesmo endereço global. Os tipos de NAT:
O BGP é um dos protocolos mais importantes e utilizados hoje em dia para comunicação entre ISP 's, responsável por distribuir rotas na internet fazendo com que um tráfego IP viaje o mais eficiente possível de um ponto a outro.
BGP é o protocolo que faz a internet funcionar, ele faz isso habilitando o roteamento de dados na Internet.
A internet é dividida em centenas de milhares de redes menores conhecidas como sistemas autônomos (Autonomous Systems, ou AS).
Um AS pode ser um provedor de serviços de Internet, uma universidade ou uma rede corporativa inteira, incluindo vários locais (endereços IP).
Cada AS é representado por um número exclusivo denominado ASN. O protocolo BGP é projetado para trocar informações de roteamento e acessibilidade entre sistemas autônomos na internet, desta forma, um AS não precisa estar conectado a outro AS para saber seu prefixo de rede.
O mecanismo de tomada de decisão do BGP analisa todos os dados e define um de seus pares como a próxima parada, para encaminhar pacotes para um determinado destino.