O rápido crescimento das tecnologias da Internet e suas ferramentas de suporte mudou completamente a forma de interação entre as organizações e as pessoas. Para a maioria dos processos nas organizações, os serviços da web fornecem um tipo de plataforma que está ajudando-os a conectar-se com um grande público, mercado global e na melhoria da qualidade, bem como eficiência. Hoje em dia, um site é como um porta-voz de qualquer organização que fala sobre sua missão, visão e seus valores. Um site dinâmico também ajuda no desempenho de várias tarefas como registro, compra, pagamentos, etc. para facilitar os serviços entre as partes interessadas, como alunos, professores, funcionários administrativos e visitantes.
Espera-se que a usabilidade de um site informe ao stakeholder qual informação pode ser fornecida aos visitantes e, finalmente, o quanto é capaz de saciar a curiosidade dos visitantes. Na interação humano-computador, a usabilidade é um dos tópicos mais comuns que é amplamente utilizado para fins de requisito análise (Shneiderman, 1998). Em poucas palavras, a usabilidade de um site é uma das principais características de qualquer site e a facilidade de uso do site. Assim, o projeto de um website deve estar de acordo com as necessidades dos usuários.
Um outro fator que ajuda bastante na interatividade e na praticidade do website e que o desenvolvedor precisa ter uma preocupação é a navegabilidade, ou seja, o usuário necessita navegar nas diversas páginas do site, sem ter muita dificuldade ou mesmo se perder nas transições de páginas. O site precisa fornecer para o seu usuário uma excelente comodidade através desta navegabilidade e principalmente conseguir encontrar alguma informação em poucos cliques.
Segundo definição da ISO 9241-11, Conrado Vaz (2008, p. 111) diz: É a extensão na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos com efetividade, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico, dizendo isto com usabilidade: simplicidade que dá certo.
Quando falamos de usabilidade deve seguir e implementar com eficiência os 5 pilares, com isso trazer uma experiência real e mais objetiva de usuário minimamente aceitável, tendo como base sólida para que as 10 heurísticas de Nielsen, o pai da usabilidade, que por muitos anos de pesquisa, definiu uma forma de fazer um check-list que facilitou uma melhor comunicação com o usuário.
Na sequência, vamos mostrar os 5 E’s em relação a usabilidade que tem sua definição pelo padrão ISO 9241, que é adaptado para o Brasil como ABNT NBR ISO 9241-11 que define usabilidade e também explica como podemos identificar a informação necessária e a consideração na especificação ou avaliação de usabilidade de um dispositivo de interação visual adotando como base as medidas de desempenho e satisfação do usuário. São elas:
Para que nós possamos medir o nível de facilidade temos que entender a curva de aprendizado necessária, isso quer dizer que o tempo para que o nosso usuário consiga entender e assim desenvolver o que foi proposto sem muitas dificuldades. Então entendemos que quanto mais facilidade encontrarmos nesse aprendizado, melhor será a interface que oferecemos.
No pilar da eficiência, depois que já teve o primeiro contato com a aplicação, agora é preciso fazer uma avaliação se realmente as atividades que os usuários realizaram foi efetivamente e facilmente memorizadas e se as mesmas podem ser desempenhadas com facilidade não havendo assim a necessidade de consultar a documentação de auxílio por exemplo.
Uma situação avaliativa que também é muito necessária são os erros que podem acontecer durante a utilização da aplicação por parte dos usuários. Quando isso acontece pode demonstrar uma certa dificuldade no entendimento das funções realizadas, portanto, é preciso fazer a verificação da gravidade dos erros e se os usuários conseguem repetir a atividade sem a mesma falha operacional.
Efetivo (Effective)
Em relação ao efetivo vai demonstrar uma avaliação de como o nosso usuário se comporta dentro da aplicação depois de ficar algum tempo sem fazer nenhum uso da mesma. Assim conseguimos avaliar se haverá alguma dificuldade em uma nova navegação em relação a interface se isso acontecerá com rapidez ou se terá uma maior lentidão.
Esse nível de avaliação também é importante medir pois saberemos avaliar o quanto os nossos usuários acharam a interface da aplicação amigável e consequentemente se estão satisfeitas com o design e as funcionalidades que se apresentam.
Muitas diretrizes de usabilidade foram criadas em várias áreas e o aplicativo de dispositivos móveis também está incluído. No entanto, não há muitos trabalhos publicados em relação à usabilidade e diretrizes que surgem junto com a métrica. Embora um número de modelos de medição (por exemplo, o padrão de métrica para usabilidade em Computing [MUSIC]) foram produzidos para avaliar usabilidade, eles não estão focando em aplicativos móveis.