Nesta aula conhecemos o que é o modelo de endereçamento CIDR, roteamento de políticas e seleção e reflexão de rotas.
O CIDR é uma sigla para Classes Inter-Domain Routing, e é considerado um método para repartir os endereços IP e para rotear.
Foi em 1993 que o CIDR foi introduzido pela Internet Engineering Task Force, o IETF, e desde então esse método tem sido utilizado para substituir a arquitetura anterior que endereçava as redes.
Sua principal função era de desacelerar o crescimento das tabelas que continham os roteamentos dos roteadores na rede.
Desta forma, foi possível desacelerar a taxa de crescimento das tabelas de rotas que os endereços IPv4 estavam alcançando.
O CIDR, ou endereçamento IP sem classes, otimiza a distribuição dos endereços IP de 32 bits, permitindo máscaras de rede de qualquer tamanho.
O endereçamento CIDR usa a notação / (barra) para indicar a quantidade de bits que identifica a rede (que pode ser qualquer valor entre 0 e 32 bits) e, por consequência, a quantidade de bits que identificam hosts dentro da rede.
No CIDR são utilizadas máscaras de tamanho variável (o termo em inglês é VLSM, ou Variable-Length Subnet Mask), que permitem uma flexibilidade muito maior na criação das faixas de endereços.
Usamos uma notação que indica quantos bits do endereço IP formam o bloco CIDR.
Ex: 10.0.0.0/24, ou seja, /24 significa que há 24 bits em “1” e 8 Bits em “0”, neste caso a rede terá apenas 256 endereços, pois a máscara é o instrumento que ratifica a quantidade de hosts da rede, de acordo com a ilustração abaixo.

A tabela a seguir auxilia na compreensão para o uso das máscaras, tendo a direita a notação decimal da máscara e as colunas a esquerda a notação em binário vinculado com os valores em decimal na primeira linha.

O Roteamento de Políticas é o modo tradicional de roteamento e dita que um Router irá encaminhar um pacote para a interface de saída que conste em sua tabela de roteamento como destino para a rede presente no campo “Destination”, no cabeçalho do pacote, figura 3.

Ou seja, o router apenas examina o endereço IP de destino, verifica sua tabela e, se a rede em questão for conhecida, ele irá encaminhar o pacote para a interface de saída.
Na figura 4, encontra-se um exemplo do funcionamento do emissor (origem 10.0.0.2), com interligação entre dois roteadores até o destino 30.0.0.2. Nota-se as alterações dos endereços físicos (MAC Address) e as tabelas de roteamento entre cada nó.

Se não for conhecida (e não existir uma rota menos específica ou uma rota default), o router irá descartar o pacote.
O protocolo de roteamento determina a forma pela qual os gateways devem trocar informações necessárias à execução do algoritmo de roteamento, figura 5.