As áreas crescentes para a utilização da IoT são várias e o desenvolvimento das aplicações em áreas que já fazem uso deste tipo de sistemas tem sido também uma preocupação de vários autores (DIAS, 2016).
A variante da IoT na Nuvem (Cloud), é sem dúvida uma das principais áreas a serem desenvolvidas, onde as aplicações de todos os sistemas envolvidos terão mais a ganhar, principalmente pela disponibilidade permanente, no espaço físico e temporal, o que os tornam extremamente eficazes. Estes dois mundos, “IoT” e “Nuvem” apesar dos seus desenvolvimentos rápidos e independentes, têm características que se complementam na perfeição e esta complementaridade é a principal razão de vários pesquisadores proporem a sua interligação, geralmente para obter benefícios em cenários específicos de aplicação (SILVA E TELES, 2016).
Com o objetivo de melhor uso dos recursos políticos melhorando a qualidade dos serviços ofertados aos cidadãos, reduzindo ao mesmo tempo os custos de operação, desencadeando potenciais sinergias e aumentando a transparência para os cidadãos. Um forte desenvolvimento tem ocorrido em diversas áreas baseadas no uso da IoT, por exemplo as cidades inteligentes (Smart Cities), estas têm provado a sua importância no seu crescimento e as suas aplicações são cada vez maiores, e com resultados cada vez mais úteis para o processo de tomada de decisões. A IoT gera serviços que interagem com o ambiente ao seu redor criando grandes oportunidades de contextualização e geo-consciência, para despertar consciência coletiva e individual para as várias ameaças de sustentabilidade, ambiental, social e política, que atualmente as nossas sociedades têm enfrentado.
Outra área que tem se desenvolvido está ligada aos sistemas de saúde sendo mais um caminho a seguir com a utilização da IoT. Estes são sistemas que, com o envelhecimento da população, e inclusive com a crescente preocupação dos habitantes com a saúde, principalmente em época de pandemia, estes mecanismos de aquisição, armazenamento e processamento de dados tornam-se fundamentais na passagem dos dados a informação e futuramente em conhecimento que auxiliam na tomada de decisão. O armazenamento e disponibilização de informação médica para ser acessada por qualquer instituição é um dos objetivos nesta área de investigação. Estes três ramos de progresso na IoT, foram apontados por serem aqueles que mais autores têm desenvolvido o seu trabalho, existem outros, não com menor importância, mas que surgem num segundo plano apenas ao nível de documentação publicada.
Com todas essas promessas de avanço do uso da IoT, passa a ser necessário uma regulamentação. Desta forma, com o objetivo de regular e estimular a utilização da IoT no Brasil foi instituído pelo Decreto nº 9.854, de 25 de junho de 2019, o Plano Nacional de Internet das Coisas, tendo como a finalidade a implantação e desenvolvimento da IoT no país e, com base na livre concorrência e na livre circulação de dados, observadas as diretrizes de segurança da informação e de proteção de dados pessoais.
Os principais objetivos do Plano Nacional de IoT:
I - Por meio da implementação de soluções de IoT, melhorar a qualidade de vida das pessoas e promover ganhos de eficiência nos serviços;
II – Qualificar os profissionais de desenvolvimento de aplicações de IoT e consequentemente aumentar geração de empregos;
III - Aumentar a produtividade e fomentar a competitividade das empresas brasileiras que desenvolvem aplicações para IoT, por meio da promoção de um ecossistema de inovação neste setor;
IV – Através de parcerias entre os setores público e privado buscar a implementação da IoT; e
V – Aumentar a integração do país no cenário internacional por meio da participação em fóruns de padronização, desenvolvimento e inovação, cooperação internacional em pesquisa e da internacionalização de soluções de IoT desenvolvidas dentro do país.
Com este mesmo pensamento, a Presidência da República sancionou a Lei 14.108, que dá incentivos à chamada IoT. A Lei reduz a zero as taxas de fiscalização e licença prévia de funcionamento das estações de telecomunicações que integrem esses sistemas.
Os benefícios obtidos por meio do IoT industrial podem ser relevantes por meio das oportunidades para otimização e automação de processos. Empresas que investirem em automação e flexibilização de técnicas de produção em processos de fabricação podem aumentar sua produtividade em até 30%, segundo estudo da IDC.
A exploração preditiva de ativos pode resultar em uma grande economia, sendo aproximadamente 12% em reparos programados, 30% em custos de manutenção e 70% em falhas de produção. Tais benefícios justificam as estimativas de que o investimento em IoT, devido ao vasto universo de aplicações, como: