Algumas definições sobre Governança de Tecnologia da Informação:
A governança de tecnologia da informação deve ser de responsabilidade dos executivos e dos responsáveis pela alta direção, que constitui os aspectos de estrutura organizacional, liderança e processos garantindo que a TI da empresa dê o suporte e o aprimoramento dos objetivos e das estratégias corporativas (ITGI, 2007, p. 7).
Weill e Ross (2020, p. 8) dizem que a governança de TI é uma ferramenta que especifica quem tem o direito de decisão e responsabilidade no uso dos recursos tecnológicos, levando a organização a um comportamento esperado em relação ao uso da tecnologia da informação.
Para a norma ISO/IEC 38500 (ABNT, 2009, p. 3), a GTI se trata de um que dirige e controla a utilização da TI no presente e no futuro. A GTI avalia e impõem o direcionamento do uso devido da tecnologia da informação, dando suporte à empresa e monitorando seu uso. A GTI também leva em consideração a estratégia e as políticas de uso dos recursos tecnológicos.
Com base nas definições feitas, pode-se dizer que Governança de TI direciona a tecnologia no atendimento ao objetivo negocial e o verifica a conformidade com o direcionamento tomado pelos executivos da empresa. Não é apenas considerada uma implantação de modelos de melhores práticas como ITIL, CMMI, CobIT etc. A Governança de Tecnologia da Informação deve ainda:
✔ promover o alinhamento das estratégias (TI e negócio);
✔ promover a implantação e a garantia da continuidade do negócio;
✔ promover compliance o alinhamento TI com a regulamentação vigente e a gestão de riscos.
A tecnologia da informação é uma área indispensável praticamente em tudo, seja uso pessoal ou corporativo. Pode-se dizer que a TI é composta por equipamentos, ferramentas e dispositivos tais como computadores, softwares, aplicativos que auxiliam na produção, armazenamento, distribuição, confirmação e utilização dos diversos tipos de informações.
Lemos (2010, p. 79) diz que as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) são resultadas de convergências tecnológicas que transformaram as antigas por meio de revisões, invenções ou junções.
Com a descoberta da eletricidade por Tales de Mileto, por volta do ano 700 antes de Cristo, deu-se início ao desenvolvimento da TI. Prosseguindo a linha do tempo construíram a prensa tipográfica, por volta do século XIV. Em seguida surgiram os caixas registradores e as tão famosas calculadoras, por volta do século XIX.
Ainda no século XIX, próximo do fim, aparecem os programas de computador, uma revolução na transmissão das informações. Na Segunda Guerra Mundial, houve a evolução para computadores eletrônicos mais modernos. Pode-se dizer que essas máquinas (que ocupavam salas inteiras) evoluíram para computadores menores e mais potentes e que hoje impulsionam negócios no mundo inteiro.
Quando se fala em tecnologia da informação e seu desenvolvimento, se fala em rapidez e avanço dos diversos dispositivos que a compõem. A informatização de praticamente todos os processos, sejam pessoais ou negociais, tornou- se quase unânime na sociedade. Todos os dias, é presenciado uma nova e inovadora solução tecnológica.
A Governança de Tecnologia da Informação pode e deve ser compreendida como um aglomerado de normas, procedimentos, políticas e atividades com a função de estruturação do setor de tecnologia de uma organização. Com a GTI existe a possibilidade de administrar de maneira adequada e otimizada recursos técnicos e humanos, ferramentas e serviços, melhorando a produtividade dos departamentos e setores de uma organização.
Por meio de um guia de melhores práticas que envolvem a GTI, o objetivo é que as empresas alcancem a excelência em procedimentos tais como: economia de recursos, segurança de informações otimizada, melhor alocação de gastos e atualização de processos tecnológicos e negociais. O alinhamento de estratégias e metas com a equipe responsável pela TI (governante de TI) é um bom ponto de início, pois os resultados podem ser alcançados de forma mais precisa, com melhor gestão de tempo e mais focado no processo de tomada de decisão.
A estrutura da GTI e seus controles devem atender às partes interessadas (interna e externa à organização) denominadas de stakeholders, onde cada stakeholder possui necessidades distintas (ITGI, 2007, p. 12):