Amodelagem conceitual é uma importante fase do projeto de banco de dados e modelar corretamente pode influenciar diretamente na qualidade. É preciso entender bem o conceito além de aprender como modelar corretamente um contexto.
MODELAGEM CONCEITUAL
Uma das fases do projeto de um banco de dados é a modelagem conceitual, que ocorre logo em seguida após o levantamento de requisitos. Essa fase é de importância ímpar para o projeto pois poderá influenciar diretamente a qualidade do projeto final.
O modelo conceitual foi proposto por Peter Chen em 1976, mas sofreu muitas atualizações ao longo do tempo. Não é incomum encontrar uma modelagem diferente da que aprenderemos aqui, o importante é entender os conceitos de que cada símbolo representa. Lembre-se, também, que essa fase de modelagem é totalmente independente da tecnologia, ou seja, não importa qual banco de dados será utilizado no projeto, mas sim as entidades, atributos e relacionamentos em questão.
Essa fase gera um artefato (documento) para o projeto que é o diagrama entidade-relacionamento e gerar este diagrama corretamente é uma tarefa importante desta etapa do projeto. Entretanto, antes de conhecer a simbologia específica para isso, é preciso relembrar alguns conceitos importantes.
Essa modelagem baseia-se em entidades, seus atributos e como cada entidade relaciona-se com as demais. Podemos considerar que as entidades se tornarão tabelas nos modelos que derivam desta fase (modelagem lógica e física). Pode-se, ainda, observar entidades como os objetos do “mundo real”, ou seja, os objetos que são importantes para o sistema que esteamos construindo. Não se esqueça que as entidades devem ser distintas, ou seja, não podem se repetir no universo modelado.
No “mundo real”, ou seja, onde nosso projeto está sendo empregado, os objetos possuem, essencialmente três coisas: nome; características; e comportamentos. O nome é, de fato, o nome do objeto modelado (por exemplo: Livro, Aluno, Médico, Produto, Personagem etc.).
Já os atributos são as características relevantes que nossas entidades podem ter. Por exemplo, num sistema de bibliotecas, o livro pode possuir atributos como “título”, “resumo”, “ISBN”, “autor(es)”, “localização na biblioteca”, etc. Já o mesmo livro, numa loja tem, além destes atributos, o “preço”. Por isso o contexto é muito importante, pois os atributos são apenas os que fazem sentido para tal.
Os comportamentos dos objetos (os métodos) não são tão importantes para o mundo do banco de dados, embora eles possam influenciar diretamente como cada objeto se relaciona com os demais. Por exemplo, se um livro pode ser emprestado num sistema de biblioteca, então sabemos que existe um relacionamento direto de livro com alguma entidade que o recebe, como por exemplo, “aluno” e este relacionamento possui uma série de características, como prazo de empréstimo, multa por atraso etc.
Outro ponto importante aqui é que no modelo conceitual os atributos não possuem um tipo específico, ou seja, não importa se o atributo é do tipo texto ou número inteiro, além das características da segurança do banco de dados também não serem modeladas aqui.
SIMBOLOGIA DA MODELAGEM CONCEITUAL
Como apresentado anteriormente, essa fase do projeto do banco de dados resulta em uma modelagem conceitual completa do domínio da aplicação que está sendo desenvolvida. Com isso, é preciso aprender a simbologia específica para se representar cada item.
A figura 1 mostra como devem ser modeladas as entidades. Note que apenas um retângulo com o nome da entidade ao centro basta para essa tarefa.

Agora os atributos devem ser modelados conforme exibidos na figura 2. Note que há dois tipos de atributos, um identificador e um comum. O atributo identificador e aquele cujos dados devem ser únicos (nunca se repetem) e nunca podem ser nulos (sem dados). Por exemplo: a placa de um carro, o CPF de uma pessoa, o ISBN de um livro etc. Já os atributos do tipo “comum” são aqueles que representam dados convencionais dessa entidade. Por exemplo o nome de uma pessoa (pode se repetir), o modelo de um carro etc.

Uma vez compreendida as simbologias principais, agora é preciso juntar. A figura 3 representa como os atributos ficam em relação à entidade. Repare que o exemplo genérico mostra que há apenas um único atributo identificador, o que ocorre comumente.

Ainda falta mais um símbolo importante, o de relacionamento, neste caso representado na figura 4. Este símbolo ocorre entre duas entidades e denota que entre elas existe um grau de existência de uma em relação à outra. Por exemplo, um livro possui suas próprias características, assim como autor e podemos, portanto, ver estes como entidades distintas. De qualquer maneira, temos que relacionar um livro e um autor e, para isso, utilizamos este símbolo.
