Nesta unidade vamos fazer com que as 4 aulas nos permitam ter uma visão melhor do que representa uma empresa online, primeiro com o conceito de CBO e como uma empresa pode ser baseada na web, uma verdadeira e-business. Sobre a dinâmica da contratação de serviços cloud vamos tratar do conceito de Nuvem Mínima Viável (MVC) e como tal conceito contribui para a otimização do que a empresa contrata online.
Por fim, vamos navegar pelos conceitos de Governança TI para compreender como este tema deve ser portado ao mundo cloud e como contratar serviços em nuvem não significa terceirizar governança. Fechando a fatura vamos compreender um pouco do que representa o termo segurança online e como é um dos pilares para o sucesso de qualquer empresa que ouse sua presença na web.
Para que você, estudante, tenha melhor visão de gestor, de dono de empresa, vamos agora, pensar Cloud Computing pela ótica da implementação. Vamos analisar algo vital para o sucesso de qualquer implementação corporativa: a existência de pré-requisitos, de um cenário favorável, claro que pensando na possibilidade da existência do escritório em nuvem.
A empresa que deseja usufruir de serviços cloud de forma a ter real vantagem em relação a outras formas de propriedade deve se perguntar se é capaz de existir como escritório virtual, se sua cultura permite virtualizar operações e até mesmo comportamentos. Embora a amplitude da oferta de serviços cloud signifique que, nem sempre a porção cloud da empresa será grande o suficiente para lhe conceder o status de escritório em nuvem, é fato que sua implementação será sempre disruptiva. Para compreender melhor o que representa o escritório em nuvem, PTI (2019, online) conceitua que:
O CBO serve como ponto central na tomada de decisão e comunicação para o seu programa em computação na nuvem, seja ele interno ou externo à sua empresa. Ele atua como um órgão operacional e administrativo permanente, que orienta em todos os aspectos, desde a primeira implementação até as operações em andamento na nuvem.
Agora falando de instâncias onde a empresa praticamente se fecha para o mundo físico e parte para uma ação centralizada no universo web, o conceito de escritório em nuvem ganha outra face, outra relevância em termos de cultura, de implementação e de adaptação. Em empresas voltadas ao ambiente e-business precisam garantir uma cultura condizente cujo papel dos líderes será de acompanhar as adaptações e quebras de paradigma sempre com os objetivos em vista, não somente do negócio em si, mas também da integração da equipe com sua nuvem.
A liderança passa a ser ainda mais relevante na integração dos escritórios em nuvem, conforme defende PTI (2019, online) ao dizer que membros de tempo integral possuem responsabilidade diária pela adoção, implementação e gerenciamento da nuvem para a organização. Até mesmo líderes de tempo parcial são vitalmente importantes pois buscam dar visibilidade ao processo de implementação visando o sucesso do programa cloud.
O mundo é conectado! Esta frase já não soa mais tão inovadora e disruptiva como deveria e um número que mostra o quanto as empresas estão “subindo” para a nuvem dá conta de que entre 2019 e 2020:
De acordo com um estudo realizado pelo SAS Brasil, 80% das empresas avaliadas têm ou terão um projeto baseado em Cloud Computing nos próximos 12 meses. A pesquisa foi feita com 286 executivos C-level das áreas de tecnologia e análise de dados de grandes empresas da América Latina, dos quais 180 brasileiros de companhias das áreas de varejo, telecom, setor público, serviços de utilidade pública, indústrias, serviços financeiros e bens de consumo.
Mas será que estas empresas estão preparadas para serem escritórios em nuvem? Embora a web esteja entre nós a algumas boas décadas, existe muita novidade no que diz respeito da relação que as empresas têm com as tecnologias e serviços na nuvem que ainda é novidade e, embora o número seja elevado (afinal 80% é algo gigante) existe ainda muita inexperiência que precisa ser endereçada, mitigada pelos gestores.
Toda esta incerteza leva a necessidade por serviços cloud a passar por provedores destes serviços e ocorre através deles toda a estruturação, avaliação de necessidades. Talvez deixar o desenvolvimento e migração cloud na mão de terceiros, mesmo que bem intencionados, não seja recomendado a todas as empresas pois pode tirar a especificidade da empresa em detrimento de uma solução de prateleira.
Qual é o menor passo que uma empresa pode dar dentro do universo cloud? Isso significa que a empresa precisa entender que as soluções em nuvem estão sempre amarradas e que deve existir um mínimo de serviço contratado para que faça sentido. Fugindo do tema um pouco, pense no seguinte: faz sentido uma pessoa contratar um serviço de assinatura para cobrança de pedágio sem saber dirigir ou possuir um veículo?
Para que você, estudante, compreenda melhor o exemplo dos pedágios, vamos ao que significa um conceito que para nós é paralelo, o conceito de produto mínimo viável, ou MVP. Para Boscarioli (2016: 64) traz os seguintes pontos principais que determinam um MVP:
Aplicando o MVP sobre serviços cloud, mas do ponto de vista de quem contrata, formamos uma nuvem mínima viável (MVC) quando o pacote entregue vai virtualizar via web todos os serviços necessários, sem penduricalhos e excessos que apenas vão custar recursos financeiros ou tornar a aplicação dos recursos necessários onerosa e lenta. Sobre o conceito de produto mínimo viável aplicado ao universo cloud, PTI (2019, online) defende que:
A nuvem mínima viável (MVC) é uma das mais importantes práticas na adoção. Com base no conceito do produto mínimo viável, o MVC é o ponto inicial de sua primeira nuvem de produção e uma plataforma que você irá melhorar à medida que você migra para a nuvem. Azure, AWS e Google permitem a programação de automação, como principal meio para construir uma nova plataforma. Portanto, agora devemos pensar em nossa nuvem como um software.