Basicamente a IoT refere-se à comunicação entre humanos e coisas. Recentemente o termo começou a receber a devida importância, apesar de já existir a alguns anos (DIAS, 2016).
Segundo (CARVALHO, 2015), a popularização da IoT nos últimos tempos está associada à redução de custo e aumento na velocidade de processamento. A evolução tecnológica dos sensores proporcionou a miniaturização e redução de custos, o processamento de informações também sofreu redução de custos nos últimos tempos. Esses fatores contribuíram para o avanço e popularização da IoT permitindo a sua utilização em diferentes aplicações.
Conceitualmente a IoT descreve uma a rede composta de objetos físicos que são incorporados a sensores, software e outras tecnologias com o objetivo de conectar e trocar dados entre dispositivos e sistemas através da internet. Esses dispositivos podem ser classificados como ferramentas industriais avançadas a objetos domésticos comuns (SILVA, 2016).
A IoT, nada mais é que evolução natural da Internet atual, que permitiu que os objetos utilizados em nosso dia a dia (quaisquer que sejam), mas com capacidade computacional e de comunicação, se conectarem à Internet. Por meio da conexão com a internet, torna-se possível controlar remotamente os objetos e permitir que os próprios objetos sejam acessados como provedores de serviços (DIAS, 2016; SILVA, 2016).
Devido à redução de custo, a IoT tornou-se mais acessível para muitas aplicações, por exemplo: os wearable, que podem ser usados como peças de roupa ou acessórios, são dispositivos eletrônicos que contém processadores próprios. Os smartwatches são um fiel aliado de pessoas que praticam atividades físicas pois possibilitam o monitoramento em tempo real de batimentos cardíacos. Os fones de ouvido dispensam o uso de fios, pois usam bluetooth e baterias. O Google Glass, um dos pioneiros no desenvolvimento de óculos inteligentes, é um projeto do Google. Os calçados, que podem ser ajustados e controlados por meio de aplicativos no smartphone ou smartwatch. A caixa de som inteligente, lâmpada inteligente e o termostato inteligente são exemplos de dispositivos IoT que fazem parte do nosso dia a dia.
Os desenvolvedores de IoT buscam alcançar cada vez mais um maior número de conexão entre os objetos. Conectados, a ideia é tornar as coisas mais inteligentes com o uso do IoT. Especialistas dizem que é possível ligar e desligar algo, então, ele pode ser conectado e fazer parte do universo IoT.
A evolução da IoT está associada ao crescente número de objetos inteligentes. Aliados a sensores os objetos passam a ter capacidade de comunicação e processamento, transformando a maneira como utilizamos estes objetos. Através destes recursos é possível detectar o contexto do objeto, controlá-lo, viabilizar troca de informações uns com os outros, interagir com pessoas e acessar serviços da Internet. Concomitantemente, várias novas possibilidades de aplicações surgem (exemplos: saúde (Healthcare), cidades inteligentes (Smart Cities), casas inteligentes (Smart Home)) e diversos outros desafios emergem como: regulamentações, segurança, padronizações.
O que diferencia um objeto comum de um objeto inteligente é basicamente sua capacidade de se conectar à internet. E quando um objeto pode se conectar à internet, ele pode se comunicar com outros objetos também conectados, transmitir e enviar dados e interagir com o ambiente que o cerca respondendo aos seus incentivos. Se tais objetos se tornam mais funcionais, as pessoas tendem a buscá-los com maior intensidade com o objetivo de satisfazer às suas necessidades e, ao mesmo tempo em que os objetos adquirem maior autonomia de ação, os seres humanos tornam-se cada vez mais adeptos aos mesmos.
Um salto realmente significante nas aplicações sociais, com potencial de melhorar a forma como as pessoas vivem, trabalham e proporcionado por este novo ambiente inteligente, em que os objetos se conectam formando uma grande rede de informações e possibilidades (LARA, 2021).
Devido à imensidão de alternativas deste novo cenário, algumas pessoas podem assustar, mas é inegável que, se incorporarmos o conceito de IoT e suas inúmeras funcionalidades de forma correta e segura, muitas vantagens podem ser obtidas.
A verdade é que a IoT possibilita inúmeras oportunidades e conexões, muitas das quais não conseguimos imaginar nem entender completamente seu impacto nos dias de hoje. Os dispositivos vestíveis estão apenas recentemente sendo mais amplamente adotados e usados pelas pessoas, tais como acessórios com sensores, relógios inteligentes e fones de ouvido que possibilitam o monitoramento de exercícios. Estes objetos são exemplos clássicos de dispositivos conectados que integram a IoT.
Entretanto, existem várias outras possibilidades, por exemplo, peças de aeronaves ou estruturas de plataformas de extração de petróleo e gás que podem ser conectadas à internet para prevenção de acidentes e detecção de problemas em tempo real.
Segundo (LARA, 2021), algumas aplicações já identificadas são: em energia (oferta, demanda, alternativo, óleo/gás); em edifícios (comercial, institucional e industrial); em consumo doméstico (casa, infraestrutura, segurança, conveniências, entretenimento); em infraestrutura pública (serviços de emergência, tecnologia da informação); na industrial (produção, recursos e automação, processos, conversão, distribuição); em cuidados com saúde (medicina, assistência, in vivo, atendimento em casa, pesquisas); em logística (veículos, não veicular, sistema de transporte); no varejo (especialidade, hospitalidade, loja, segurança, equipamentos, rastreamento); em redes (pública e privada).
A IoT aplicada ao seu dia a dia
https://www.youtube.com/watch?v=ukXEVwpfxn8
https://www.youtube.com/watch?v=ukXEVwpfxn8
DIAS, R. R. F. Internet das Coisas sem mistérios: uma nova inteligência para os negócios. São Paulo: Netpress Books, 2016.
CARVALHO, T.; SOUZA, T. L. Internet das Coisas e Sua Aplicação em Bibliotecas. GESTÃO. Org, v. 13, n. 3, p. 264-270, 2015.