Dentro dos programas e soluções oferecidas pela AWS, que tem o objetivo de aprimorar a experiência do seu usuário, existe um framework, um conjunto de sistemas e ferramentas, destinado a permitir que seus clientes aproveitem o melhor dos recursos disponíveis. Este processo é feito de diversas formas, e inclui a ação constante de consultores capazes de expor ao cliente quais são as vantagens e desvantagens da arquitetura dentro dos projetos em desenvolvimento.
Este processo de acompanhamento é constante e, desta forma, novos insights são oferecidos de acordo com a evolução do desenvolvimento do sistema, pois, a cada nova implementação, os consultores ganham novos detalhes que os permitem indicar a sequência de uso dos recursos que otimizem este desenvolvimento.
Esta instrução de acompanhamento gerou um sistema denominado AWS Well-Architected Framework, um pacote extensamente desenvolvido de melhores práticas dentro das suas arquiteturas e sistemas. O AWS Well-Architected Framework possui 5 pilares, sendo excelência operacional, segurança, confiabilidade, eficiência de performance e otimização de custos, descritos no quadro a seguir:

A estrutura dos pilares não é fixa, pois cada empresa vai promover concessões entre o que define cada pilar, para que se adeque ao seu modelo de negócio e desta forma tendem a privilegiar algum aspecto do projeto, seja a engenharia do sistema em produção ou a redução de custos, e até mesmo a confiabilidade do sistema pode ser dinamicamente trabalhada.
A dinâmica da confiabilidade pode ser tratada de forma que apresente menor intensidade quando em um ambiente de desenvolvimento e passar a ser otimizada quando o sistema estiver em uso por seus clientes.
Uma forma de compreender o impacto do uso do AWS Well-Architected Framework está no ponto de vista da estratégia de desenvolvimento das aplicações e a distribuição de atribuições e responsabilidades. Em uma estrutura de projeto comumente utilizada existem equipes, como a equipe técnica responsável pela infraestrutura, a equipe de soluções de software, uma equipe para banco de dados, uma para redes e, por fim, uma para a segurança.
Mas na AWS os recursos são distribuídos pelas equipes, e não as equipes atribuídas nos recursos, sem deixar de lado que cada equipe deve manter sua capacidade de tomada de decisão. Este processo é acompanhado por especialistas AWS destinados a levar as equipes de desenvolvimento aos padrões de qualidade das boas práticas,
Na arquitetura, isso significa que esperamos que todas as equipes tenham a capacidade de criar arquiteturas e seguir as melhores práticas. Para ajudar as novas equipes a chegar nessa capacidade ou as equipes existentes a elevarem seus padrões, viabilizamos o acesso a uma comunidade virtual de engenheiros principais que podem analisar os projetos delas e ajudá-las a entender quais são as melhores práticas da AWS. (AWS 2020, p.04).
Dentro do AWS Well-Architected Framework, uma equipe atua na promoção da visibilidade das melhores práticas, de forma que todos envolvidos no processo as conheçam e as compreendam. Este processo é realizado de forma educativa com palestras onde tais práticas são transmitidas e gravadas, o que permite seu uso de forma assíncrona. Conforme melhores práticas vão se tornando disponíveis, são trabalhadas de forma que a comunidade tenha acesso e, assim, as equipes são capacitadas e se mantêm atualizadas e caminham para a formalização dos novos processos.
Desta forma, com o uso da abordagem das comunidades, o processo de oferta e instrução das melhores práticas ganha diversos contornos e pode gerar treinamentos e palestras a serem ministrados em momentos alternativos, entre jornadas, por exemplo, sem interromper as atividades normais das equipes.
Uma forma direta de compreender a interferência do AWS Well-Architected Framework está em observar seu funcionamento como um compasso, indicando a direção otimizada para as decisões de um projeto criado dentro da infraestrutura da AWS. Assim, este framework exibe os prós e contras destas decisões e com suas melhores práticas, permite criar sistemas eficientes, seguros e com custo reduzido.
Outro ponto positivo do uso deste framework está em permitir uma constante avaliação do processo de desenvolvimento de uma aplicação em relação às melhores práticas. Este processo está inserido dentro das melhores práticas para excelência operacional na nuvem, divididas em 4 áreas: