Tomando vantagem dos avanços das arquiteturas dos softwares e do crescimento que a internet teve desde sua concepção militar, o mundo dos negócios é online também e nesta aula vamos trabalhar com alguns dos principais conceitos e modelos de e-business.
Agora vamos adentrar no universo cloud das soluções de sistemas de informação gerencial que permitiram o nascimento do e-Business, também conhecido como e-commerce, em português, comércio eletrônico. Desde que a internet nasceu em 1969 (chamada Arpanet na época) o mundo dos negócios nunca mais foi o mesmo. Embora transações digitais semelhantes tenham levado mais algumas décadas para ocorrerem como ocorrem hoje, elas já demonstravam seus primeiros passos em meados de 1970 nos Estados Unidos com trocas de pedidos via meio eletrônico.
Claro que com o passar dos anos e com a própria evolução da arquitetura dos softwares passando do modelo cliente/servidor para os modelos de diversas camadas, como temos hoje, o comércio por meio eletrônico, mais precisamente via internet passou a ser um divisor de águas e atualmente movimenta bilhões de dólares mensalmente. A seguir trataremos dos modelos de e-business mais conhecidos e que representam a maior fatia do bolo que é o comércio eletrônico mundial.
De acordo com Fernandes (2015: 17) “O comércio eletrônico B2B refere-se a transações entre empresas realizadas eletronicamente pela Internet, Extranet, Intranets ou redes privadas. Essas transações podem ser feitas entre uma organização e os membros de sua cadeia de suprimento, bem como entre duas companhias.

Podemos dizer que os outros modelos de e-business dependem do andamento e das interações entre negócios sob o modelo B2B. As aplicações na nuvem são muito mais soluções desenvolvidas em B2B do que qualquer outra forma, por exemplo.
Outro ponto a se salientar está na tremenda agilidade que os modelos B2B promovem em soluções logísticas, de cadeia de suprimento e gerenciamento de fornecedores. Uma vez dentro do ecossistema B2B a empresa tem acesso instantâneo a informações e fornecedores necessários à condução eficiente de seus negócios com outras empresas.
Para a esmagadora maioria das pessoas o modelo B2C é o mais comumente utilizado e significa comércio eletrônico entre empresa e consumidor final. Para Fernandes (2015) este modelo pode ser subdividido em modelos de receita, como venda de produtos, serviços e assinaturas, ou modelo de canal de distribuição onde temos os varejistas de clique, os e-tailers (derivação do termo em inglês retailer, ou varejista em português) que são negócios exclusivamente online e o marketing direto.
Juridicamente falando empresas são pessoas jurídicas e as pessoas comuns são as pessoas físicas e um modelo C2C, portanto, vai ser relacionado a negócios realizados entre compradores e vendedores pessoa física. Fernandes (2015).
Um modelo muito popular de e-commerce e também de e-business, que tem o poder de democratizar os negócios online são os Marketplaces que criam ecossistemas de negócios para qualquer perfil de empreendedor, seja empresa ou até consumidor final.
Como exemplo de espaço democrático de comércio entre consumidores finais podemos citar o portal Mercado Livre, criado na Argentina em 1999. No mercado livre o consumidor pode anunciar algum produto ou serviço e outros consumidores poderão acessar o portal e consumir o que for oferecido nos anúncios.
O governo, assim como a política, tem sempre que acompanhar os desdobramentos da sociedade e com isso as tecnologias que desenvolve. Com isso em mente podemos dizer que o governo brasileiro está nas estruturas Cloud seja regulamentando, mantendo a segurança das informações e dados ou até mesmo com uma presença mais direta, mais efetiva com seus serviços online.
De acordo com Duarte (2004, p. 336, apud Martinuzzo, 2011: 2) e-Gov ou Governo Digital pode ser definido como:
[…] estrutura organizacional, tecnológica, jurídico-normativa constituída para viabilizar a interação intensivamente mediada por recursos de tecnologia de informação e comunicação entre um governo (nacional, regional ou local) e agentes externos e internos a ele – em particular, os agentes que formam a comunidade na qual esse governo se insere.