Segundo (JUNIOR, 2012), a história da internet começa no ambiente de Guerra Fria (1945-1991), onde o mundo foi dividido em dois grandes blocos econômicos, disputando poderes e hegemonias, o primeiro bloco o capitalista era liderado pelos Estados Unidos e o segundo bloco o socialista era liderado pela União Soviética.
Para se proteger de um possível ataque da União Soviética foi definido um projeto para criação de um sistema de compartilhamento de informações entre pessoas geograficamente distantes. Desta forma o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (ARPA - Advanced Research Projects Agency) criou o primeiro protótipo da rede de internet Arpanet (Advanced Research Projects Agency Network). Em 29 de outubro de 1969, ocorreu o primeiro evento histórico, foi realizada a primeira conexão entre o Instituto de Pesquisa de Stanford e a Universidade da Califórnia.
O “boom da internet” ocorreu na década de 90, o cientista, físico e professor britânico Tim Berners-Lee desenvolveu um navegador ou browser, a World Wide Web (www) denominada Rede Mundial de Computadores - Internet. Com o surgimento de novos browsers ou navegadores, tais como, Internet Explorer, Netscape, Mozilla Firefox, Google Chrome, Opera, Lynx, a internet se popularizou pelo mundo. Diante disso, ocorre um aumento gigantesco de sites, fazendo da internet a rede ou teia global de computadores conectados.
Todos esses avanços fizeram com que a internet passasse a ser considerada como um marco da evolução tecnológica. Ela permitiu ultrapassar barreiras, aproximando pessoas, culturas, mundos e informações. Fato similar a esse ocorreu somente com a chegada da televisão, na década de 50. Hoje em dia, a internet é utilizada mundialmente como ferramenta de diversão, comunicação, trabalho, educação e informação. Essa evolução da internet proporcionou o surgimento da Internet das Coisas.
Kevin Ashton, do MIT, foi a primeira pessoa a utilizar o termo “Internet das Coisas” em 1999, em uma palestra a respeito do uso de etiquetas de radiofrequência. Dez anos depois, em 2009, ele escreveu o artigo “As coisas da internet das coisas”. Internet das Coisas é a tradução do inglês Internet of Things, ou IoT, o termo descreve um cenário em que diversas coisas estão conectadas e se comunicam entre si. Essa inovação tem como objetivo fazer com que o mundo físico se aproxime do mundo digital através da conexão dos itens que usamos no dia a dia na rede de internet (DE OLIVEIRA SANTOS, 2016).
Segundo (ASHTON, 2009), a falta de tempo das pessoas gera a necessidade de se conectar à internet de novas maneiras, o que permite a criação de dispositivos que executem tarefas que não precisaríamos fazer. Esses dispositivos conversam por meio de vários protocolos e acompanham nossas atividades e armazenam informações, dentro da mesma rede, nos auxiliando no dia a dia, por exemplo, a otimizar e reduzir o uso de recursos naturais e energéticos.
Segundo (DIAS, 2016), analisando uma perspectiva histórica da IoT, destaca-se os seguintes eventos:
Em 1999, Kevin Ashton, em uma apresentação para a P&G, apresenta a nova ideia do sistema RFID na cadeia de suprimentos e liga a Internet ao contexto;
Em 2003, foi o lançamento da EPC Network (EPCglobal), a RFID é evidenciada entre as tecnologias AutoID existentes;
Em 2005, o Mandato Walmart e US DoD. Primeiro relatório sobre IoT da ITU;
Em 2008, foi o lançamento da Aliança IPSO para promover o uso do IP nas redes dos objetos inteligentes;
Em 2009, a IoT nasce. Pela primeira vez na História da Internet, havia mais coisas conectadas do que pessoas;
Em 2010, as buscas para IoT dispararam chegando a ultrapassar as pesquisas sobre RSSFs e a IoT foi identificada como uma tecnologia emergente por especialistas da área;
Em 2012, inicialmente previsto que a IoT demoraria de cinco a dez anos para ser adotada pelo mercado e, hoje, é vivenciado o maior pico de expectativas sobre a tecnologia no âmbito acadêmico e industrial. Também pode-se notar o surgimento das primeiras plataformas de IoT que têm gerado uma grande expectativa de seu uso.
Estes fatos certamente servem para indicar o motivo do interesse da comunidade científica e industrial, bem como despertar a curiosidade para a área. Nos últimos anos, a IoT, tornou-se uma das tecnologias mais impactantes do século XXI.
É inegável o alto potencial ainda não explorado da IoT. A expectativa no setor de tecnologia da informação é de crescimento ao longo dos próximos anos, principalmente no desenvolvimento de aplicações. Novas aplicações, tais como monitoramento de idosos, coleta de dados de pacientes, sensoriamento de ambientes de difícil acesso e inóspitos, entre outras, estão surgindo nos últimos tempos (DIAS, 2016).
O cenário sinaliza para um crescente número de aplicações a serem desenvolvidas em diversas áreas, entretanto, alguns desafios precisam ser superados, devido às restrições impostas, tais como: processamento, memória, comunicação e energia. Desta forma, os desafios impostos por essas novas aplicações devem ser explorados e novas soluções devem ser propostas para que a IoT contemple as expectativas em um futuro próximo como previsto.
Alguns estudiosos apontam que a IoT tem tudo para se tornar uma nova revolução tecnológica da informação. Desta forma, a IoT não deve ser entendida como um fim, mas um meio de buscar algo ainda maior.
Leia o artigo da Cisco sobre a criação de uma rede simples: https://flowpress-staging.s3.sa-east-1.amazonaws.com/wp-content/uploads/2023/01/06202631/29439dbbfa4d-atividade-extra-tema-2.pdf