Segundo (ZAMBARDA, 2014), atualmente diversos objetos usados no nosso dia a dia estão conectados à internet e a outros dispositivos, como computadores e smartphones. Diante deste cenário, a proliferação de objetos com capacidade de sensoriamento, processamento e comunicação passa a ser inevitável.

Perante todas essas inovações tornou-se possível que os objetos do mundo físico se aproximassem cada vez mais do mundo digital. Por exemplo, encontrar o ar condicionado na temperatura adequada ao chegar em casa, conseguir ligar ou ajustar as luzes através do celular, ou seja, por meio da coleta e transmissão de dados os itens do nosso dia a dia ganham inteligência.

A conexão dos objetos à internet permitiu aos usuários controlá-los remotamente, possibilitando que os mesmos possam ser acessados como provedores de serviços. Por meio da troca de dados, os objetos são capazes de interagir e comunicar entre si e com o meio ambiente e passam a reagir de forma autônoma aos eventos que ocorrem no mundo real, conforme descrito por (SILVA e TELES, 2016).

Estas novas habilidades dos objetos possibilitam a criação de uma grande quantidade de aplicações gerando oportunidades em diversas áreas, por exemplo, cidades inteligentes (Smart Cities), saúde (Healthcare), casas inteligentes (Smart Home), etc.

A Internet das Coisas (Internet of Things (IoT)) é responsável por todas essas mudanças ao conectar os objetos à internet, possibilitando a comunicação entre usuários e dispositivos, fazendo com que os objetos tornem-se inteligentes. Um exemplo do uso de IoT seria um veículo com GPS, com essa tecnologia embarcada as informações sobre os trajetos realizados são reunidas e repassadas.

Outro exemplo de aplicação é o projeto Mobii, que foi criado com o objetivo de reinventar o interior dos automóveis, uma parceria entre a Ford e a Intel. Basicamente uma câmera no interior do veículo irá realizar o reconhecimento do rosto do motorista e oferecer informações sobre o seu cotidiano, por exemplo, recomendar músicas, receber orientações para acionar o mapa com GPS, entre outros. Caso a câmera não reconheça o rosto do motorista ela irá tirar uma foto e enviar para o celular do proprietário, com isso, acredita-se que irá reduzir o número de roubos de veículos. Esse é um bom exemplo de como os veículos poderão utilizar a IoT, tornando-os mais inteligentes. Através de dispositivos que se comuniquem uns com os outros, espera-se que cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só (SILVA e TELES, 2016).

A interação existente entre dispositivos, internet e humanos revela como funciona a tecnologia da IoT. Mostra como a capacidade e o impacto informacional existente, de qualquer tipo de aparelho que, ligado à Internet e com configurações relacionais entre sistemas de computadores, consegue conectar a outros tipos de aparelhos. Essas tecnologias permitem que informações captadas dos ambientes que estamos inseridos possam ser utilizadas para gerenciar positivamente o nosso cotidiano.

Para realizar todos esses feitos são necessárias algumas características e com base em pesquisas realizadas, foram identificadas e classificadas na grande maioria dos conceitos (DIAS, 2016):

Imaginem você se aproximando da entrada da garagem com seu veículo e as luzes acenderem automaticamente, o café começa a ferver quando o alarme da manhã dispara e a porta da frente se abre automaticamente quando a chegada de um membro da família, porém fica trancada quando quem se aproxima é um estranho. Esse é o mundo onde todos os dispositivos da casa, local de trabalho e carro estão conectados através da IoT.

Alguns benefícios pelos quais a IoT é importante, identificados por (ZAMBARDA, 2014):