Como dados viram informação e, em seguida, informação se torna conhecimento são temas apresentados a seguir. Apresenta-se aqui também um breve histórico dos bancos de dados, sistemas de arquivos e as principais características dos bancos de dados.
DADO X INFORMAÇÃO X CONHECIMENTO
Você provavelmente já ouviu falar uma frase que está cada vez mais aderente à nossa atualidade: “Dados são o novo petróleo” (Clive Humby, 2006). Isso quer dizer que as grandes corporações, sendo elas da área de tecnologia ou não, estão cada vez mais interessada em dados relevantes para seus negócios, ou seja, os dados têm se tornado, cada vez mais, a alma do negócio de muitas empresas, mesmo que de áreas avessas à tecnologia. Mas muito cuidado para não se confundir: Dados não são informações! É com os dados que se obtêm informações! Mas o que são dados, então? E informação? Vamos começar a responder essas perguntas agora mesmo, pois apesar de dados não serem informações, há uma ligação bastante forte entre eles.
Os dados, sozinhos, não possuem relevância significativa, mas são a base das informações, ou seja, dados são como diamantes não lapidados, pedras brutas que precisam, juntos, serem interpretados para se transformar em informações. Vamos à um exemplo real para entender melhor isso.
A concessionária fictícia de veículos XPTO venderá carros usados, apenas. Para seus clientes, dados brutos não são relevantes, mas sim a informação de cada carro e, ainda mais, informações juntas. Digamos que um cliente quer um veículo da marca XYZ com, no máximo, 20.000 (vinte mil) quilômetros, tenha tido apenas um dono e seja verde. Somente isso. Essas são as características que este cliente quer, minimamente, em seu veículo novo. A concessionária possui dados de muitos veículos e eles estão separados. A quilometragem, o fabricante, o modelo, a cor, o ano, quantos donos o veículo teve anteriormente, a placa, e muitos outros dados que, sozinhos, não fazem sentido, mas juntos, formam a caraterização de um veículo que pode ser escolhido através de vários critérios. Legal né?!
Digamos agora que o dono dessa concessionária quer saber, por qualquer motivo, quantos carros verdes foram vendidos naquele mês. Ele precisará de um sistema de informação que seja capaz de aglutinar todos os dados de vendas concretizadas, filtrar a característica específica e gerar a informação da forma como ele deseja. É aí que entram os sistemas de informação que utilizam os bancos de dados.
Então a informação é nada mais do que a organização dos dados de forma a gerar algo relevante e útil para quem precisa dessa informação.
Podemos, também, pensar em nível de abstração dos dados até a informação e, até mesmo depois disso, que é o conhecimento.
Os dados são itens totalmente abstratos, enquanto a informação já possui um nível de abstração menor e, finalmente o conhecimento, um nível de abstração baixíssimo. A imagem (figura 1) abaixo ajuda a ilustrar este pensamento. Podemos dizer que o dado é o nível mais baixo da abstração da informação.
Figura 1– Dados, informação e conhecimento
Agora incluímos um termo novo que não havia sido comentado antes: Conhecimento. O que é conhecimento? Bom, com a reunião de várias informações temos como resultado o conhecimento que é, normalmente, inerente aos seres humanos. Os sistemas são capazes de nos fornecerem informações, mas a construção do conhecimento é exclusividade de uma mente racional. Profundo, não? Fique despreocupado pois logo isso fará muito mais sentido, especialmente quando começarmos a colocar a “mão na massa” nos bancos de dados.
SISTEMAS BASEADOS EM ARQUIVOS
Iniciamos essa sessão falando dos sistemas baseados em arquivos, por um motivo: são os antecessores dos bancos de dados. Antes de iniciarmos essa discussão, temos que lembrar o que é um arquivo. Segundo o bom e velho amigo, o dicionário, um arquivo é a “reunião dos dados de um computador que, com registro individual e organizados sob um formato específico, contém textos, tabelas, imagens, sons etc.”. Resumindo, podemos dizer, então, que arquivos são estruturas específicas de armazenamentos de dados.
Os sistemas de arquivos existem desde os primórdios da computação, ou seja, desde 1950. A computação evoluiu muito desde essa década, entretanto, os sistemas de arquivos apenas ficaram mais modernos e ganharam mais recursos, mas as características de um arquivo permanecem.
Outro ponto importante é o meio onde estes arquivos ficam armazenados: Discos rígidos (HDs), CDs, disquetes, fitas magnéticas, pendrives, cartões perfurados etc., o fato é que o sistema de armazenamento de arquivos, embora tenham evoluído muito com o tempo, servem para armazenar estes dados e, qualquer falha nesses mecanismos pode causar a perda de todos os dados.Outro ponto crucial que motivou a existência dos bancos de dados é que cada software possui um formato específico de arquivo, obrigando o usuário a ter aquele software para poder ler ou gravar em um determinado formato.
Isso não quer dizer que os arquivos não possam ser utilizados para armazenar dados. Na verdade, são, e isso é realmente uma prática muito comum. Inúmeras pessoas e empresas usam, por exemplo, planilhas de softwares licenciados para armazenar informações importantes (sensíveis), como mostrado na figura 2, num breve exemplo.
Figura 2 - Planilha guardando dados